A contemporaneidade é rica em novos conceitos de grande aceitação das massas que se tornam verdadeiras revoluções sociais. No inicio da época do "Fast-consuming" já o Andy Warhol tinha vaticinado os "fast stars" ao afirmar que todos temos direito aos nossos quinze minutos de fama. Quase quatro decadas volvidas foram os média a aperceber-se da mina que é o desejo de visibilidade das massas.É-me dificil escolher perante tantos argumentos que se afiguram para classificar este fenómeno.
Por um lado os média têm um papel de terapia psiquiátrica ao oferecer aos individuos uma chance de ultropassar inseguranças sociais acumuladas no seu crescimento pessoal a troco não de raros euros mas da abundante privacidade. Por outro abandonam-nos no momento crítico do "S.P.C." (sindrome pós celebridade), já consigo imaginar a Praça da Liberdade cheia de uma turba de cartazes apoiados em braços á beira de um esgomento, que resultarão tão simplesmente numa clausula adicional "-A cadeia de televisão não se responsabiliza pelos possiveis efeitos do estrelato e ainda menos pelos prováveis efeitos do esquecimento".
Por um lado a população compra a sua prateleira no hipermercado social com N.P.A.'s (neo-pseudo-adjectivos) valiosos, tipo -Metrósexual, -RTV (Real-Tv-Star porque a lingua de Shakespeare é mais sonante do que a de Camões), nunca de uma forma auto assumida, mas convencendo outros a rotularem-nos, para parecer mais fidedigno. Por outro lado, estas designações são efémeras pois rápidamente a classe dos Média criará outros N.P.A.'s que farão dos anteriores obsoletos e teremos de granjear fama para a aquisição de uma nova prateleira.
Por um lado, acredito no mérito próprio, alguém é reconhecido pelas qualidades específicas que mostra, e ganha notoriedade pelo seu virtuosismo. Por outro a sociedade tende a criar as suas vacas sagradas com base na capacidade que têm em diverti-la quer pelo ridiculo quer pela oferta da sua intimidade.Por um lado, torna-se um pouco irritante aturar essas Fast Stars que ocupam espaço na comunicação social que poderia ser dedicado ao mérito, por outro a sociedade vai impreterivelmente condenando ao esquecimento as suas vacas sagardas, ritmando a ascensão e queda da sua visibilidade em "very Fast", transforma as "Fast Stars" em "Flash Stars".
Tudo bate certo.
O negócio humano atrasou-se um pouco em relação ao fast-food, fast-picture, fast-washing, fast-art, fast-money, fast-love...
Na época do "e-everything" como conceito dominante, e-branding, e-money, e-time, e-talking, e-love.. não nos parecem pouco familiares..."fast-human" não parece tão mau quanto "e-human".
Tudo continua a bater certo?
Isto é um e-artigo.....
sexta-feira, 20 de maio de 2005
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1 comentário:
O que não me chateia neste tipo de "estrelas", é que são "fenómenos" de consumo rápido, tipo fraldas descartáveis, originados pela contínua luta dos média por audiências, que na procura incessante da próxima novidade que nos vai deixar colados ao ecrã, oferecem-nos estes pratos televisivos de excepcionele cuísine (desculpa o meu francês). Tu, na realidade, até és capaz de comer uma primeira vez, por que é novidade, é algo que nunca provaste, mas depois não repetes.....ficas cheio, e provoca-te azia.....até á quem vomite logo a seguir, ou precise de tomar um alka seltzer!!
Contudo, não culpemos os médias. Culpa-te tb a ti, a mim, e a todos os outros que alimentam esses shows e novelas da vida real que criam as flashstars. Somos nós, o espectador os verdadeiros responsáveis.
Por que nós, aderimos á ideia de expôr e explorar a vida do outro em directo e ao vivo..........e com isso criamos os heróis e os vilões dessas histórias.
Sabes, a sociedade do fast -consuming tem uma coisa boa....o fast-forgeting......
E queres saber ainda mais.....uma coisa é certa, o que é bom, é bom...e perdura no tempo!
O resto.........vai tão rápido quanto vem.......!!
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